Maria Carlota Martins

Maria Carlota Roque Martins, nasceu em Lisboa em Setembro de 1992. Sempre interessada em pintura e artes plásticas, concluiu em Junho de 2010 o ensino secundário no colégio St. Peter’s School em Palmela na área das artes visuais. Nesse verão esteve em Londres onde participou na Slade Summer School Foundation, exatamente antes de ingressar na Faculdade de Belas- Artes de Lisboa na licenciatura de Pintura. Muito interessada em conhecer outras realidades, participou no programa Erasmus e viveu e estudou em Istanbul entre Setembro de 2013 e Feverei- ro de 2014. Concluiu os estudos em Junho de 2014, mas durante o tempo de faculdade participou em algumas exposições coletivas, como é o caso da participação nos GABA – Galerias Abertas das Belas Artes, a coletiva 20 x 20 em Lisboa e a coletiva Synergy, em Outubro de 2013, na Índia. Neste momento vive e trabalha em Azeitão onde espera conseguir viver como artista plástica.

O trabalho que comecei a desenvolver em 2010, tem evoluído constantemente, sem no entanto, perder uma expressão própria e indicativa de um crescimento e aprendizagem constante. Apesar da notória diferença e experimentação em diferente áreas os temas são permanentes, sendo que o meu trabalho se baseia fundamentalmente em questões sensíveis e intuitivas, bem como numa exploração conceptual e formal entre a figuração e a abstração. O interesse pela figura humana, e em particular o retrato, marcaram bastante o trabalho, nomeadamente numa tentativa de criar retratos mar- cados pela introdução de elementos naturais que nunca encontrariam o sujeito em questão – criando desse modo retratos impossíveis, apesar da sua aparente normalidade. Também sobrepondo as figuras com elementos abstratos eliminando a espacialidade e dando particular ênfase à figura em si. Mais tarde surge também um interesse pela abstração, sendo que, partindo da figuração o objetivo passa por criar texturas e através de transparências apagar a informação excessiva e ao mesmo tempo conferir profundidade. Também partindo de imagens reais, desenvolvi os trabalhos ao transfor- mar essa realidade em abstração, considerando que a presença de figuras e espaços perde importância perante a cor e a própria matéria da tinta. Ao longo dos últimos quatro anos experimentei também diversas técnicas que tentei utilizar no desenvolvimento do meu corpo de trabalho. Alguns acabam por se tornar exercícios um pouco diferentes mas ainda assim in- teressantes.